"O que será de nós dinossauros?", de Bernardo Lopes

Membro-fundador da Academia de Ciências e Letras de Sabará
Cadeira 17. Patrono: Júlio Ribeiro


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O QUE SERÁ DE NÓS DINOSSAUROS?


 

Dino da Silva Sauro está em crise.

E quem não está?

Para um dinossauro CLT, ganhando menos do que merece, dividido entre as responsabilidades e um descanso que nunca chega, a vida de fato não é moleza. E, para piorar, o mundo também não está nos seus melhores dias: as notícias na TV são alarmantes. A mídia sensacionalista vem anunciando que “um meteoro três vezes maior que a Terra está vindo em nossa direção, em rota de colisão, o que resultará na extinção de toda a vida neste planeta”.

O que será de nós dinossauros?

É assim que começa o primeiro episódio de Família Dinossauros, seriado dos anos 90 que foi um sucesso durante a minha infância. O programa apresenta o cotidiano “comum” de uma família da classe trabalhadora jurássica, habitando uma cidade da Pangeia. Os personagens: dinossauros animatrônicos. Criado por Michael Jacobs e Bob Young sobre ideia original de Jim Henson (e hoje exibido pela plataforma Disney+), o sitcom estreou em 1991 e virou febre entre o público infantil no Brasil, embora tenha sido construído para funcionar em dois níveis: atraindo crianças e divertindo também os adultos, para quem o tom satírico e crítico do roteiro caía como uma luva. Nos Estados Unidos, por exemplo, era exibido no horário nobre.

Família Dinossauros surge como uma espécie de inversão do desenho animado Os Flintstones, dos anos 60. Ambas as atrações dividem o mesmo trope: aquele cenário clássico dos subúrbios fordistas tão caro à cultura estadunidense e incutido desde cedo no nosso imaginário colonizado pelas produções hollywoodianas. Enquanto em Os Flintstones Fred e Wilma vivem na Idade da Pedra, convivendo (com grande licença poética) com dinossauros domesticados e até “motorizados”, em Família Dinossauros a dinâmica é um tanto oposta: passando-se em 60.000.003 a.C., aqui são os dinossauros que construíram uma civilização, como a nossa de hoje — com os mesmos conflitos, dúvidas, sonhos, e também burradas. Esses dinos humanoides não estão sozinhos na Terra: dividem o globo (também com imensa licença poética) com populações fugidias de homens das cavernas, que fogem deles a qualquer sinal de perigo, mas que por vezes podem até servir de pet[1].

Com um roteiro afiadíssimo, hilário e de originalidade resplandecente — é meio chocante reassistir e pensar que as mensagens e o estilo narrativo nos passaram despercebidos na época —, Família Dinossauros conta com um elenco de personagens apaixonantemente expressivos. São eles Dino, sua esposa Fran, a mãe dela e os filhos do casal.

Antes de cada episódio começar, a abertura dos créditos iniciais já entregava entretenimento, brincando com os clichês jurássicos. Embalados por uma trilha sonora de suspense, vemos as patas estrondosas e a cauda robusta de um grande dinossauro cruzando ameaçadoramente uma floresta densa, derrubando árvores e afugentando com sua sombra horripilante os outros animais da fauna. Este lagarto gigante é um megalossauro[2]. De repente, ele chega a seu destino: e, enquanto a música tensa se interrompe, o incrível monstro se detém; com um sorriso no rosto e uma maletinha de marmita na mão, anuncia: “Querida, cheguei!”

Dino está em casa, depois de um longo dia de trabalho.

Mas, no primeiro episódio, ele não está no melhor dos seus humores. Dino e Fran têm o desafio de criar — e, claro, sustentar — dois filhos adolescentes: Charlene, de 12 anos, com ares de patricinha, e Bob, de 14, com sua jaqueta do time de basquete e sua crista em forma de moicano[3]. Além dos filhos na puberdade, um na fase “pidão” e o outro com notas preocupantes na escola, também mora com a família Vovó Zilda, sogra de Dino. Dinossaura idosa e rabugenta, ela vive tirando o genro do sério e batendo com a bengala na cabeça dele sempre que tem a oportunidade.

Outra coisa que vem tirando a paz de Dino é seu emprego: ele é derrubador de árvores na WESAYSO[4], uma corporação autoritária que derruba florestas para construir (adivinhe) ainda mais casas. Seu chefe é o Sr. Richfield, um tricerátops grandalhão e gritalhão que parece ser o único a lucrar com os negócios. Dino até que arrisca pedir um aumento — as coisas estão meio apertadas em casa —, mas a empresa não está interessada em recompensar nem mesmo seus funcionários mais fiéis (o abuso faz parte da sua filosofia). Curiosamente, Dino parece enxergar no chefe uma certa figura paterna. Seu sobrolho sobrecarregado de predador se torna, diante do Sr. Richfield, um par de olhinhos pequenos de cãozinho amedrontado. Há sempre uma esperança de ser compreendido, quem sabe até de ganhar uma colher de chá — qualquer sinal de generosidade e “humanidade”, é isso que Dino anseia, num sistema atroz que exige do trabalhador, e tira dele, mais do que parece justo. A empresa, no entanto, não tem dó; nem se envergonha de continuar destruindo o ecossistema em busca de qualquer margem possível de lucro. Isso te lembra alguma outra espécie?

Num flashback (mostrado através de uma história que Dino conta para o filho Baby sobre uma época em que Baby ainda não tinha nascido), o megalossauro chega estressado do trabalho. Sua esposa Fran lhe pergunta: “Como foi seu dia, querido?”

“Comparado a quê, Fran?”, retruca Dino. “Comparado a cair num penhasco e despencar de uma altura de três mil metros mas continuar vivo tempo suficiente pra ver o primeiro abutre mergulhar no ar pra arrancar meus olhos?”

Tudo de que ele precisa é uma cerveja. Fran não entra na pilha; responde docemente:

“Bom, eu tive um dia bastante interessante.”

Mas “o dia interessante” de Fran pode trazer a este lar novidades de tremer as paredes. Tomando sua cerveja (retirada de uma disputa acirrada, no interior da geladeira, entre dois bichos que esperam lá dentro para serem jantados), Dino recebe a mais nova notícia: vai ser papai de novo.

O imenso ovo que Fran lhe mostra na cozinha, Dino tem esperanças, pode ser que não choque. Mas basta fazer incidir um pouco de luz sobre a superfície da casca para ver claramente que o dino-bebê (o próprio Baby) os aguarda ansiosamente lá dentro. Dino queria estar feliz, mas isso só parece adicionar mais peso aos seus dias de luta. Se ele não pode comprar para si uma televisão maior; se não consegue mais arcar com os luxos e a indisciplina dos filhos adolescentes; se não consegue equipar melhor sua casa para o bem-estar da família — agora, um bebê? Com uma súbita síndrome de Coelho Corre, Dino sai de casa para esfriar a cabeça[5]. Por sorte dele, e de sua família, um encontro muito inesperado o fará analisar as coisas sob uma perspectiva diferente. Tempos depois, quando contar a seu caçula, no tempo presente da narrativa, a história daquela noite de crise em que tudo mudou, ele estará mais em paz consigo mesmo.

A crítica social está por todos os lados em Família Dinossauros. Logo nos primeiros minutos do episódio inicial, Dino tenta se alienar das notícias assustadoras na TV mudando de canal e se refestelando em um programa de luta livre. Ver dois grandes répteis pré-históricos se engalfinharem é um escape que ele sente que merece em tempos difíceis; afinal, quem não está desesperado não está bem-informado. Mas Baby, que agora já fala (e como!) e se move rasteiro pela casa, quer muito ouvir uma história antes de dormir. Será que o pai não poderia largar a TV um pouquinho?

Iniciando uma sequência de flashbacks que vai reconstruir os acontecimentos anteriores e revelar a estrutura in medias res do episódio, Dino cede à insistência do filho, meio a contragosto. Mas tempera a história com críticas sutis ao sistema. Sente falta, como muitos de nós, de um tempo que nem chegou a viver: ah, se pudéssemos voltar para uma época em que não vivíamos tão atarefados!, em que podíamos simplesmente passear, como os animais que verdadeiramente somos, pelas colinas belas do nosso mundo, sem preocupações inventadas!, com mais tempo para o ócio, para a divina contemplação!

“Era uma vez”, entoa Dino para o filho, “um tempo em que os dinossauros não tinham famílias! Eles viviam no mato”, alfineta ele: “Era uma era de ouro!”

Baby ri, sem captar a amargura no tom do pai. “E depois?”, insiste.

“Aí, um dia, não faz muito tempo, os dinossauros papais e as dinossauras mamães começaram a se casar, morar em casas e criar filhos.”

“E viveram felizes para sempre!”, sugere Baby.

“Bem”, diz o pai, “essa era a ideia.”

O filhinho se intriga: “O que aconteceu?”

A sacada com que Dino responde é digna de John Updike: “Alguns dinossauros começaram a se perguntar se estavam fazendo a coisa certa.”

Em outro ponto do episódio, Dino dá voz a uma reclamação muito comum: “Por que será que eu gasto todo o meu dinheiro com os outros e não sobra nada pra mim?” É seu chefe que responde: “Nada de sonhos pra você. Você é o que é.” Sempre condicionado a acordar, trabalhar e dormir. Lazer e qualidade de vida para quê?

“Tenho 43 anos e ainda não conheço a Europa”, reclama Dino num determinado ponto.

Quem lhe trará certo alívio e iluminação é uma criatura pré-histórica fictícia, daquelas que os dinossauros mantêm vivos na geladeira. Na noite anterior, Fran havia tentado cozinhar este animalzinho para o jantar, mas o bicho fugiu — e aqui ele se encontra, por força do destino, com um Dino em crise no meio da floresta, questionando o sentido da vida. (“Sou uma vergonha para os meus ancestrais”, suspira.) Refugiado em angústia entre as árvores, Dino se assusta quando o pequeno bicho sai de uma moita. É ele mesmo quem vai ajudar o megalossauro a enxergar as coisas por outro ângulo:

“Talvez eu só tenha uma perspectiva diferente”, diz a criatura.

“Como assim?”, pergunta Dino.

“Se eu fosse um dinossauro grande como você e todo mundo me respeitasse e me escutasse... Então talvez eu não precisasse de uma família. Pra dizer a verdade, minha família é a única que me escuta. Minha casa é o único lugar onde eu sou o chefe.”

“Então, sem sua família...”, palpita Dino.

“... eu não sou absolutamente nada”, o bicho completa. “Só alguém sozinho aqui fora, no frio.” Sabendo o lugar de privilégio que Dino ocupa, ele adiciona: “Claro, a sua espécie domina o mundo, então você não entenderia.”

Dino dedica alguma reflexão a essa “lição”. Ainda está relutante. Ironiza que, sim, é a criatura “mais poderosa do mundo!”, revirando os olhos. Mais tarde, porém, ele se conciliará com uma visão menos desesperada das circunstâncias, embora não necessariamente menos autocentrada. “É natural, na vida de um dinossauro, se perguntar como as coisas teriam sido se ele tivesse seguido outro caminho.”

O seriado ironiza a compensação patriarcal que Dino encontra no lar: seu consolo parece vir do fato de que, por mais baixo que ele esteja, ele ainda pode se imaginar no comando da família, e sua suposta iluminação vem contaminada pelo desejo de recuperar essa autoridade. Dino, porém, é bastante limitado: ao longo da série, vemos como ele é acomodado, um pouco egoísta e não raro patético. E uma parcela do humor e da diversão advém justamente disso.

“Essa foi uma boa história”, diz Baby entusiasmado para o pai, quando ele a termina de contar, “principalmente a parte em que eu apareço.”

“É, foi assim que você veio ao mundo”, conclui Dino, “e, um dia, tudo será seu, porque você, seu irmão e sua irmã nasceram dinossauros, e os dinossauros dominam o mundo.”

E vai até a janela de casa, de onde mostra para seu filhinho Baby dois humanos pré-históricos lá fora, entre as árvores, com seus comportamentos tolos e grunhidos selvagens. Eles brincam e comemoram com um pedaço de pedra nas mãos: uma roda. Acabaram de inventar a roda. Tudo bem que eles ainda não sabem muito bem o que fazer com ela, esses humanos; mas a promessa de uma nova civilização proeminente vem aí.

Então Dino completa: “E nós vamos dominar o mundo para sempre.”

Não é muito diferente do que pensam os humanos.


FIM

Notas de rodapé:


[1] Apesar do ano “exato” em que o tempo narrativo se localiza, trata-se aqui de um passado pré-histórico totalmente fantasioso. No ano em questão, por exemplo, a Pangeia já havia se fragmentado havia muito tempo. A série comete ainda outro anacronismo deliberado ao colocar seres humanos e dinossauros convivendo no mesmo tempo: nos períodos em que os dinossauros dominaram os ecossistemas terrestres, os mamíferos ainda começavam a se diversificar; humanos só surgiriam muitíssimo mais tarde. Família Dinossauros deliberadamente joga vários elementos no liquidificador: período jurássico, cavernícolas, Pangeia, eletrodomésticos, estilo de vida estadunidense etc. E essa sobreposição fantasiosa de tempos reforça uma das ironias da série: a ideia de uma espécie dominante dispondo do planeta e das outras formas de vida conforme seus próprios interesses, algo que também convida a pensar na superexploração atual dos recursos e nos riscos que ela impõe à sobrevivência das demais espécies.[voltar ao texto]

[2] Curiosamente, o megalossauro foi o primeiro dinossauro a ser formalmente descrito pela ciência, em 1824, pelo teólogo, geólogo e paleontólogo britânico William Buckland (isso numa época em que a própria palavra “dinossauro” ainda nem existia). Esse dado histórico, no entanto, tem uma complicaçãozinha: dois anos antes, em 1822, já haviam sido encontrados na Inglaterra os dentes fossilizados que levariam à identificação de outro dinossauro, o iguanodonte. O naturalista Gideon Mantell, também britânico, estudou o material, mas só publicou sua descrição em 1825, dando ao animal o nome Iguanodon. Ou seja: os fósseis que revelariam o iguanodonte foram encontrados antes de Buckland descrever o megalossauro, mas foi o megalossauro que entrou para a história como o primeiro dinossauro formalmente descrito pela ciência.

[3] Na mesma idade, eu também tive um moicano, muito a contragosto da minha família e dos meus colegas: as pessoas me imploravam para eu abaixar o cabelo, que eu modelava para cima com as mãos. Minha irmã, inclusive, me repreendeu fortemente ao ver que eu iria ao baile de formatura da nossa mãe com o penteado. Eu bati o pé e literalmente não abaixei o topete e, certo dia, para minha alegria, um cara na rua me cumprimentou animadamente: “Olha o Bob da Família Dinossauros aí!” Rimos muito.

[4] O nome da empresa é uma brincadeira sobre a velha história do “manda quem pode, obedece quem tem juízo”: “We say so” significa, em inglês, algo como “Porque sim e pronto!” ou “Porque estamos mandando!”, mostrando que aqui não é lugar para questionamentos.

[5] Você deve se lembrar de uma velha piada que diz, quando alguém sai e demora a voltar: “Saiu pra comprar cigarro e nunca mais voltou.” Embora a expressão tenha origens difíceis de mapear, ela me faz lembrar imediatamente Harry ‘Coelho’ Angstrom, personagem emblemático da cultura estadunidense, protagonista do livro Coelho Corre, de John Updike, de 1960. Coelho, em guerra psicológica com o que sua vida doméstica se tornou, sai de casa certa noite com três simples missões: comprar cigarros para a esposa Janice; pegar o filho de 2 anos na casa da mãe de Coelho; e buscar o carro na casa dos sogros. Atribulado pelos desentendimentos constantes com Janice (que está grávida e tem problemas com a bebida) e profundamente atormentado pela distância entre sua antiga glória como astro do basquete no ensino médio e a vida que leva agora, Coelho tem uma “epifania” ao ver, pelo lado de fora da janela da cozinha, seus pais e sua irmã alimentarem seu pequeno filho Nelson. Aos seus olhos, o menino está num lar mais feliz e estável do que o que ele e sua esposa podem oferecer. Assim, decide abandonar a família dali mesmo, partindo numa jornada de desresponsabilização que vai custar muito caro a todos. O sobrenome de Coelho, “Angstrom”, permite um jogo de palavras com angst, termo em inglês para “angústia”, “ansiedade”; John Updike estava sendo categórico. O desassossego do personagem parecia sintetizar, de alguma forma, o debatido sufocamento do homem comum estadunidense do fim dos anos 1950. Para nossa sorte, porém, não foi só o ponto de vista masculino dessa realidade marital que ganhou destaque em nossa cultura. Emma Bovary, de Gustave Flaubert, por exemplo, é o símbolo máximo do tédio conjugal: seu casamento com o patetão Charles desagua numa rotina medíocre, e a própria maternidade não traz a ela a redenção que esperava: Madame Bovary sente, muitas vezes, indiferença pela filha, enxergando-a como mais um dos fardos da existência provinciana e tão sem paixão a que se viu destinada. O livro O Despertar, de Kate Chopin, também, causou escândalo quando de seu lançamento em 1899 ao trazer, como protagonista, Edna Pontellier, uma mulher que percebe que seu papel de esposa e mãe é uma projeção social que parece anular seu ser. Vimos um bocado disso também em Foi Apenas um Sonho, filme de 2008 baseado em livro de Richard Yates, que juntou nas telas pela primeira vez desde Titanic os astros Leonardo DiCaprio e Kate Winslet; nesta história, a angústia atormenta ambos os personagens, homem e mulher. E muitos outros grandes nomes passaram por esse trope literário e cinematográfico: Liev Tolstói despe o casamento de qualquer romantismo em A sonata a Kreutzer; a incrível Elena Ferrante, que escreve como ninguém, destrói em  A filha perdida o mito da “mãe heroína”; e assim a perder de vista. O tema da insatisfação com o lar, da desmistificação do casamento como instituição a que toda vida deve se destinar e da maternidade e paternidade como, digamos, gaiolas sociais está visceralmente presente na literatura e no audiovisual há muitos e muitos anos.

 

Bibliografia:

PARA ESCREVER ESTE ENSAIO, PESQUISEI E CONFIRMEI ALGUMAS INFORMAÇÕES NOS SEGUINTES SITES E DOCUMENTOS:

90S ERA NOSTALGIA. [Reel no Instagram]. Instagram, 17 dez. 2025. Disponível em: https://www.instagram.com/reels/DSYjzc3gXz0/. Acesso em: 28 ago. 2026.

CHILD, Ben; KAY, Jeremy. DiCaprio on Winslet: ‘She will let me strangle her until she passes out’. The Guardian, 17 nov. 2008. Disponível em: https://www.theguardian.com/film/2008/nov/17/leonardo-dicaprio-kate-winslet-revolutionary-road. Acesso em: 28 ago. 2026.

DE BELLIS, Jack. The “Extra Dimension”: character names in Updike’s “Rabbit” trilogy. Names, v. 36, n. 1-2, p. 29-42, mar./jun. 1988. Disponível em: https://ans-names.pitt.edu/ans/article/download/1176/1175. Acesso em: 28 ago. 2026.

DINO family moves in: another Henson blends magic of puppetry and electronics. The Roanoke Times, 20 abr. 1991. Fonte original: The New York Times. Disponível em: https://scholar.lib.vt.edu/VA-news/ROA-Times/issues/1991/rt9104/910420/04200465.htm. Acesso em: 28 ago. 2026.

DINOSAURS. In: Disney Wiki. Fandom. Disponível em: https://disney.fandom.com/wiki/Dinosaurs. Acesso em: 28 ago. 2026.

DINOSAURS. In: Wikipédia: a enciclopédia livre. Wikimedia Foundation, 26 jul. 2026. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Dinosaurs. Acesso em: 28 ago. 2026.

DINOSAURS (1991–1994): episodes with scripts. Subs like Script. Disponível em: https://subslikescript.com/series/Dinosaurs-101081. Acesso em: 28 ago. 2026.

DINOSAURS (1991–1994): season 1, episode 1 – The Mighty Megalosaurus – full transcript. Subs like Script. Disponível em: https://subslikescript.com/series/Dinosaurs-101081/season-1/episode-1-The_Mighty_Megalosaurus. Acesso em: 28 ago. 2026.

DINOSSAUROS. In: Wikipédia: a enciclopédia livre. Wikimedia Foundation, 27 ago. 2026. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Dinossauros. Acesso em: 28 ago. 2026.

GIDEON MANTELL. In: Wikipédia: a enciclopédia livre. Wikimedia Foundation, 29 abr. 2024. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Gideon_Mantell. Acesso em: 28 ago. 2026.

GZH. “Família Dinossauros” no streaming: por que a série fez tanto sucesso. GZH, 19 ago. 2021. Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/tv/noticia/2021/08/familia-dinossauros-no-streaming-por-que-a-serie-fez-tanto-sucesso-cksho0fee005i013bfibk251r.html. Acesso em: 28 ago. 2026.

HORTON, Adrian. How The Lost Daughter confronts one of our most enduring cultural taboos. The Guardian, 5 jan. 2022. Disponível em: https://www.theguardian.com/film/2022/jan/05/the-lost-daughter-elena-ferrante-maggie-gyllenhaal-motherhood. Acesso em: 28 ago. 2026.

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OSTERLOFF, Emily. Dinosauria: how the ‘terrible lizards’ got their name. Natural History Museum. Disponível em: https://www.nhm.ac.uk/discover/how-dinosaurs-got-their-name.html. Acesso em: 28 ago. 2026.

OSTERLOFF, Emily. The Cretaceous Period: what was Earth like before dinosaurs went extinct? Natural History Museum. Disponível em: https://www.nhm.ac.uk/discover/the-cretaceous-period.html. Acesso em: 28 ago. 2026.

PALEY CENTER FOR MEDIA. Dinosaurs: The Mighty Megalosaurus {series premiere} (TV). PaleyArchive, 26 abr. 1991. Disponível em: https://www.paleycenter.org/collection/item?item=T%3A24104&p=672&q=john. Acesso em: 28 ago. 2026.

SUPERSUMMARY. Rabbit, Run: pages 5–63 chapter summaries & analyses. Disponível em: https://www.supersummary.com/rabbit-run/pages-5-63-summary/. Acesso em: 28 ago. 2026.

THE JIM HENSON COMPANY. First time ever on DVD! The ground-breaking, award-winning, thunderously entertaining show from Michael Jacobs Productions and Jim Henson Productions: “Dinosaurs”. 21 fev. 2006. Disponível em: https://www.henson.com/the-ground-breaking-award-winning-thunderously-entertaining-show-from-michael-jacobs-productions-and-jim-henson-producti/. Acesso em: 28 ago. 2026.

WILLIAM BUCKLAND. In: Wikipédia: a enciclopédia livre. Wikimedia Foundation, 4 maio 2025. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/William_Buckland. Acesso em: 28 ago. 2026.

 

Obrigado à confreira Cláudia Guimarães Costa pelo apoio e orientações finais sobre o conteúdo científico.  

 

Foto: Jonathan Fidelis (@fidelisandrade)

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