"Naquela mesa", de Mônica Granja
Membro-fundador da Academia de Ciências e Letras de Sabará Cadeira 14. Patrono: Honório Armond Naquela mesa “Naquela mesa tá faltando ele E a saudade dele tá doendo em mim.” Em qual mesa?! Na do Bar Turista, onde levava seus quatro filhos pra tomar guaraná aos domingos?! Na do Querubim, onde se sentou no seu último Carnaval e até foi fotografado, em 1996?! Na Ratoeira, onde bebia as Brahmas com uma pinga?! Ou aquela no Cê Qui Sabe, onde, uma única vez, mais madura, dividi com ele um copo de cerveja, na verdade, da espuma, como fazia quando mocinha?! Saudade! Saudade! Saudade do que poderia ter sido se eu, sua primogênita, o tivesse compreendido antes, bem antes dos quatro anos em que, após briga triste e feia, me apartei por um ano, dizendo: “Não tenho mais pai!” E fiquei órfã, também, de pai. No entanto, o tempo e sua sabedoria nos curaram. Fiquei ao seu lado, no hospital, nos derradeiros 15 dias... Eu o vi falecer, no quarto 8 da Santa Casa. Com apenas 67 anos, após outro infar...







